Biografia

3 05 2007

 Peter Weibel é um artista, professor e teórico. 

          Criado no norte da Áustria, estudou francês e cinematografia em Paris. Em 1964 começou a estudar medicina em Viena, mas logo mudou para matemática, com ênfase em lógica.   
    A compilação de Peter Weibel pode ser descrita da seguinte forma: arte conceitual, performance, filme experimental, vídeo arte e arte computacional. A partir de reflexões da semiótica e lingüística em 1965, Peter Weibel desenvolveu uma linguagem artística que o conduziu de uma literatura experimental para a performance. Foi um dos pioneiros na experimentação entre arte e novas tecnologias. Em suas performances ele explora não apenas a linguagem corporal e midiática, mas também filme, vídeo, áudio e ambientes eletrônicos interativos, analisando criticamente suas funções na construção da realidade. Além de tomar parte de projetos com membros do Viennesse Actionism, em 1967 ele desenvolveu, junto com Valie Export, Ernst Schimdt Jr. e Hans Scheugl, o chamado Expanded Cinema. Inspirado pela American Expanded Cinema, ele mostrou as condições ideológicas e tecnológicas da representação cinemática.      

 Peter Weibel seguiu seus pensamentos artísticos usando uma grande variedade de materiais, formas e técnicas. Na metade dos anos 80, ele explorou as possibilidades do computador auxiliar no processamento do vídeo. No começo de 1990 ele criou uma instalação interativa baseada na computação, mostrando novamente a relação entre a mídia e a construção da realidade.        

Em suas conferências e artigos, Weibel comenta da arte contemporânea, história e teoria da mídia, filme, vídeo-arte e filosofia. Como teórico e tutor, ele defende uma forma de arte que inclua na sua história, a história da tecnologia e a história da ciência. Como professor de universidade e diretor de instituições como Ars Electronica, Linz, Institute For New Media, em Frankfurt, e a ZKM/Center for Art and Media Karlsruhe, ele influenciou a Europa com a chamada arte digital, através de conferências, exibições e publicações. Desde 1986, Weibel trabalha como um conselheiro artístico para a Ars Electronica, da qual foi diretor artístico de 1992 até 1995. De 1993 até 1999 foi tutor do pavilhão da Áustria no Venice Biennial. No mesmo período, ele trabalhou como tutor chefe na Neue Galerie am Landesmuseum Joanneum em Graz, Áustria. Desde janeiro de 1999, Peter Weibel é presidente e CEO do ZKM/Center for Art and Media.

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Trabalhos

3 05 2007

Quando começou a trabalhar com a poesia visual tradicional, Weibel produziu media-based literature (literatura baseada na mídia) na forma de papel, fotografia e poesia concreta em texto, objetos e vídeo. Além disso, também trabalhou com obras e ações conceituais, mais a análise crítica da mídia, experimentos de TV na Austria’s ORF em 1972, com seu ato televisivo chamado “Tv and VT Works”, quando transcendeu as paredes das galerias, indagando a utilização do vídeo nos meios de massa, e inúmeras instalações com filme e vídeo. A publicação de representações sexuais declaradas não-maliciosas pelo movimento Viennesse Actionism deu início a um processo contra seus feitores, Valie Export e Peter Weibel, em 1970. Apesar disso, ambos os artistas continuaram apoiando um ao outro até o fim de 1970, com Weibel escrevendo os roteiros para os filmes de Export, como Unsichtbare Gegner (Invisible Opponents), em 1977, e Menschenfrauen (Humanwomen), em 1979. Aqui, os assuntos não visavam mais tanto ao corpo, mas sim a uma análise derivada de um ponto de vista semiológico, que criticava cinema, televisão e arte visual. Weibel foi um campeão precoce e eloqüente da teoria de mídia e comunicação, que ele aplicou investigando as leis e mecanismos de tipos de mídia variados.





O Platão Que Existe Em Weibel

3 05 2007

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Clique na imagem acima para acessar a matéria “O Platão que existe em Weibel” de Giselle Beiguelman.





The Panoptic Society or Immortality in Love with Death

3 05 2007

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Essa obra interativa é um vídeo sobre a nossa futura sociedade panóptica, onde prisões se transformam em instituições comerciais privadas, que têm que tirar o proveito daqueles que não a habitam. Os meios de capitalizar os residentes se dão pelo pay-per-view, mail, e-mail, telefone; quanto mais interessante o crime, mais interessante o prisioneiro, quanto maior o público, maior o lucro.As prisões irão competir pelos prisioneiros mais pervertidos e proeminentes. Os assassinos mais cruéis serão o principal atrativo dessa sociedade panóptica, ganhando fama, glamour e fortuna. Eles se tornarão, assim, estrelas da mídia (Exemplo: A bomba em Oklahoma). Como conseqüência, as pessoas que não conquistaram nada vivendo de um jeito digno irão cometer crimes, e assassinos das maiores atrocidades se tornarão ricos e famosos, do jeito que a nossa midiática sociedade panóptica adora. Essas pessoas se tornarão tão importantes para a manutenção da mídia que depois de morrer serão secretamente  substituídas por dublês e avatares virtuais.

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Orbital Sculpture V

3 05 2007

  

Nesta obra de Peter Weibel, chamada Orbital Sculpture V, dois dedos feitos de poliéster comportam nas supostas unhas, monitores, e através de uma antena de satélite, chamado Meteosat, um dos monitores transmite imagens macroscópicas captadas ao vivo da Terra. No outro, são transmitidas imagens microscópicas.
O satélite de tempo Meteosat envia imagens em tempo real da Terra – do macrocosmo. Essas imagens são mostradas no monitor da unha do dedo direito. Já no monitor da unha do dedo esquerdo, são mostradas imagens do microcosmo. As unhas representam os monitores do futuro, que vai ser o guia; uma das razões é devido à cultura telemática onde a escala é variável. Com esse trabalho, Peter Weibel faz com que o público perceba que o micro e macrocosmos são iguais em tamanho.